"The idea for the World Beach Project arrived in my head fully formed and in an instant. It popped up by way of responding to the response to my work using small stones, which in its turn, is a response to the land – specifically, rock.
Whether a line of quartz splitting a rock face or a huge folded mountain range, the structure of rock talks of the structure of our planet. It is like a map of time - the earth drawing itself on a massive scale.
And whether stones are satisfyingly smooth… or like long thin fingers… or beautifully, almost purely round; whether they are knobbly, shiny, dull, crinkly, holey, patterned or plain, black or white – they reflect the language of their making i.e. how they look in this de-constructed state is as a direct result of their construction, probably millions of years ago. I find this exciting.
World Beach was conceived as a global drawing project; a stone drawing project that would speak about time, place, geology and the base instinct of touch. Drawings made on shorelines all over the world, which although erased by the next tide or rains, would be collected within the V&A to become a permanent record of the individual human desire to make pattern.
To pick up a rock, is to touch base. Touching stones gives us a primal, spiritual connection with the earth. When we handle a stone, we hold in our hands a small drawing, a tiny piece of the map; we are holding time.
That’s why."
Em 1993, por ocasião da primeira exposição individual “Do Barro ao Rito”, José Mindlin escrevia: “ Heloisa Reis quer dar uma linguagem plástica à artesania milenar do barro, inserindo-a na atualidade, mas de forma inusitada, num contexto que chama de ritual, mas que antes me parece misterioso...ela joga sutilmente com a repetição e a diferença das formas : elas se parecem mas nenhuma é igual à outra...”
Sobre a instalação “ Quase brancos” de 1998, Alberto Beutenmuller escreve : “...No espírito descontraído que medita e que sonha, a imensidão parece esperar por imagens. O espírito vê e revê objetos e encontra no objeto o ninho apropriado para a sua imensidão. Ao tentar seduzir pela cor branca ou quase branca, Heloisa Reis nos remete à dimensão íntima de sua linguagem. O branco é dúbio porque, se sai de um prisma, é a soma de todas as cores, mas se é matéria de pintor que lida com pigmentos, ela passa a quase cor. O que Heloisa exprime nessa instalação é a grandeza escondida em profundidade da psique. A luz e sombra do olhar ambíguo, porque é de linguagem contemporânea, e ambígua em sua religiosidade sem religião...”
Esta artista pintora, ceramista e escultora, pesquisa a linguagem contemporânea da arte e vem revelando com sua trajetória uma intenção de trabalhar a obra aberta, que segundo Umberto Eco exige em primeira instância a reflexão teórica.
Suas esculturas são representações que sugerem símbolos metafóricos de figuração apenas delineada, mas trazem, em suas formas, forte carga conceitual e poética. Por isso, em geral , ela instala suas esculturas - ritualiza-as.
Na série “ Quase barcos ” há uma preocupação conceitual que se revela no estado de ambiguidade da forma. As esculturas que apresentam uma oscilação entre as não-cores branco e preto, e cuja materialidade vai da cerâmica ao concreto, do ferro à tela plástica, têm formas justapostas que, em quase desequíbrio, evocam um estranhamento : são formas de algo que já foi, ou que está no estado de vir-a-ser.
São quase algo : quase-barcos, quase-mastros, quase- obeliscos cuja razão da existência está, segundo a própria artista, na brincadeira da construção tanto do conceito quanto do objeto.
Ainda lembrando-se o que escreve Alberto Beutenmuller... “A imensidão íntima produz o devaneio e este foge do objeto mais próximo; logo se faz longe, no espaço para além do além, no quase branco do além. Há uma vastidão nos quase brancos de Heloísa Reis, um espaço vasto que se quer presente e, quanto mais se queira contê-lo, mais a sua vastidão se estabelece.”
REFLETINDO E AGINDO
Se você tem um sonho, uma intenção, uma vontade, venha construir sua MANDALA.
Sem mágicas e sem mistérios você poderá descobrir possibilidades e intenções além de seu potencial artístico.
Sim, porque ao eleger sua intenção principal você foca , estuda estratégias, escolhe caminhos e dirige o olhar.
Suas potencialidades se organizam e algo muda.